Em toda eleição, o voto é apresentado como a principal arma do povo. Mas, quando usado sem consciência, pode se transformar justamente no contrário: num escudo para quem vive de privilégios, sempre beneficiando os mais ricos.
A tentativa de se aprovar, de deputados federais e senadores, a chamada PEC da Blindagem, é um exemplo claro de como muitos políticos eleitos com o discurso da mudança acabam votando contra os direitos de quem os colocou lá, ou seja, os mais pobres.
A proposta, que tentou limitar o poder de investigação e punição de parlamentares e outras autoridades, provocou reação em todo o país, especialmente entre sindicatos e movimentos populares. Para o Sindicato das Indústrias de Plástico do Amazonas (Sindplast-AM), o texto foi uma afronta direta ao trabalhador e um retrato do distanciamento entre o Congresso e o povo.

A proposta, aprovada com folga na Câmara dos Deputados e que só não avançou por conta da resistência no Senado, acendeu um alerta: os partidos que dizem “defender o povo”, como PP, União Brasil e PL, legendas de direita que reúnem boa parte da base bolsonarista e do centrão, mostraram, de fato, para o que existem: para proteger a si próprios.
Enquanto isso, medidas que poderiam beneficiar o trabalhador, como o reajuste da isenção do Imposto de Renda, seguem paradas. A Medida Provisória do Governo Lula que taxava bilionários para compensar essa isenção também foi derrubada pelo Congresso, com apoio dos mesmos partidos.
É esse contraste que o Sindplast busca apontar: os mesmos deputados que se apressam para votar pela própria blindagem não têm pressa para aliviar o bolso do trabalhador.
O recado é direto e político: votar sem consciência é dar um tiro no pé. O trabalhador precisa saber que o voto tem consequência. Quando você escolhe quem defende privilégios, está escolhendo continuar sendo explorado.





