
Os trabalhadores do transporte especial realizaram protesto na manhã desta sexta-feira (28) na avenida Grande Circular, zona leste da capital contra o transporte pirata de rotas ao Distrito Industrial e a falta de fiscalização das autoridades.
O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Especial (Sindespecial) e contou com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico de Manaus e do Estado do Amazonas (Sindplast), outros sindicatos e movimentos sociais.
De acordo com o Sindicato dos Transportes Especiais (Sindespecial) a manifestação foi contra a operação de rotas clandestinas para o Distrito Industrial. As chamadas “rotas piratas” são aquelas que não cumprem a convenção coletiva de trabalho. A categoria reivindica ações das autoridades para coibir a prática ilegal, que prejudica os profissionais legalizados e coloca em risco a segurança dos passageiros.
O sindicato já vem alertando as autoridades sobre a situação desde o ano passado. De acordo com o Sindespecial das quase duas mil rotas que hoje ofertam o serviço no distrito, 30% atuam de maneira irregular.
De acordo com o sindicato, são consideradas “piratas” as empresas que não cumprem a convenção coletiva de trabalho. “Todo mundo tem que ser igual. O direito é pra todos. Se uma empresa cumpre, a outra também tem que cumprir. Se um trabalhador ganha aquele salário da convenção, o outro trabalhador também tem que ganhar”, disse o presidente interino do Sindespecial, Gabriel Enock.
Segundo Enock, as empresas que não cumprem a convenção circulam sem os padrões de segurança.
“Rotas com pneu careca, rotas sem identificação alguma. Tem motorista de categoria B fazendo rota em van, micro e ônibus”, disse. Para conduzir esses modelos de veículos, o condutor precisa ser habilitado na categoria D.
O ato também contou com o apoio do Sindicato dos Vigilantes do Amazonas, Central Única dos Trabalhadores do Amazonas, Sindicato dos Metalúrgicos e entidades dos movimentos sociais.







